Troca de fala: até que ponto é normal em crianças

by Maximus Centro Auditivo
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A idade considerada como referência para que a criança comece a falar é, em média, aos 18 meses de idade. Algumas são mais rápidas e outras podem demorar até cerca de 2 anos. A partir de então, trocas e omissões na fala são comuns. Porém, até quando isso é considerado normal?

Na literatura especializada, encontrarmos que o processo completo de aquisição da linguagem acontece até os 5 anos de idade. É justamente por isso que, a partir de então, é dado o início à sua alfabetização. Somente falando corretamente é que será possível escrever de forma adequada também.

Por isso, perceber a troca de fala e outras dificuldades na linguagem da criança é fundamental. Ficar atento ao desenvolvimento na comunicação dela é o que garantirá seu sucesso na aprendizagem e interação social.

Para que você tenha mais informações acerca do assunto, preparamos a publicação de hoje. Confira a seguir! ​

Principais alterações na fala

Alterações na fala são quaisquer problemas que dificultem ou até mesmo impeçam a pronúncia correta dos sons. Ainda que a criança comece a aquisição da linguagem na idade adequada, algumas dificuldades posteriores podem se apresentar. Dentre elas:

  • Trocas – pronúncia com fonemas substituídos por outros, como por exemplo: caderno vira “gaderno”;
  • Omissões – pronúncia com ausência de fonemas, como por exemplo: caderno vira “cadeno”;
  • Adições – pronúncia com um fonema adicional que não existe na palavra, como por exemplo: caderno vira “carderno”;
  • Transposições – pronúncia com a mudança de um fonema de lugar, como por exemplo: caderno vira “cardeno”.

Causas da troca na fala

As dificuldades e trocas na fala podem estar relacionadas à diferentes origens. Dentre elas, destacamos:

  • Problemas neurológicos – algumas áreas do sistema nervoso podem apresentar anomalias que dificultam a fala. Esse tipo de dificuldade é mais comum em crianças com paralisias cerebrais e lesões motoras;
  • Problemas musculares ou ósseos – possíveis deformidades nos órgãos e estruturas responsáveis pela fala interferem na sua eloquência. Um dos exemplos mais comuns é a ocorrência de fissuras labiais e palatais, além de problemas na musculatura facial, lingual e na mandíbula;
  • Problemas fonológicos – dificuldade orgânica na pronúncia de fonemas específicos. Esse tipo de dificuldade pode aparecer mesmo que a criança não tenha limitações neurológicas ou estruturais.

É importante lembrar, ainda, que o ambiente familiar também contribui para a aquisição da linguagem da criança. Se conversarmos com ela sempre como se fosse um bebê de colo, ela provavelmente se comunique como um. Por isso, é importantíssimo falar corretamente pois os exemplos tendem a ser seguidos.

Outro aspecto relevante diz respeito aos estímulos. Oferecer condições para que a criança desenvolva a sua fala é fundamental. Quanto antes ela manusear e tiver interesse por livros, melhor, desde que adequados à sua faixa etária.

Como superar o problema

É muito frequente a necessidade de um tratamento com fonoaudiólogo durante a infância. No entanto, o acompanhamento do profissional não exime os pais de adotarem atitudes que corroborem com a aprendizagem da criança. Eles precisam se conscientizar dos males da fala infantilizada e fornecer modelos e estímulos adequados.

Cada tipo de problema na fala demanda de um tipo de terapia personalizada às necessidades do paciente. Por isso, fazer uma avaliação profunda e obter um diagnóstico preciso é extremamente importante. Isso acontece com a ajuda da família, da escola e dos especialistas médicos.

Qualquer que seja a situação, contudo, o incentivo não pode ser confundido com cobranças exageradas. Precisamos respeitar expectativas saudáveis e não sobrecarregar a criança com muita pressão. Ela pode ser corrigida, mas essa não deve ser uma experiência traumática. Por isso, jamais deve ser exposta à ridicularização quando falar algo errado.

Terapia SENA – Sistema de Estimulação NeuroAuditiva

Trocas na fala e demais dificuldades na comunicação podem ser tratadas com terapias não invasivas e que melhoram as capacidades da criança. A terapia SENA, por exemplo, ajuda a aprimorar a capacidade auditiva, fazendo com que ele entenda e expresse os sons corretamente.

Além disso, a terapia SENA promove benefícios como:

  • Melhoria da atenção
  • Melhoria da concentração
  • Mais facilidade no aprendizado de línguas, inclusive estrangeiras
  • Mais facilidade no aprendizado musical
  • Melhoria das habilidades motoras

Para maiores informações sobre esse tratamento, entre em contato com a equipe do Maximus Centro Auditivo e tire suas dúvidas. Até mais!

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